sábado, 20 de dezembro de 2014

A Agonia de Jesus - São Padre Pio.




 A AGONIA DE JESUS
(Padre Pio)


Espírito Divino iluminai a minha inteligência, inflamai o meu coração, enquanto medito na Paixão de Jesus. Ajudai-me a penetrar nesse mistério de amor e sofrimento do meu Deus, que, feito homem sofre, agoniza, morre por mim.

Ó Eterno, ó Imortal, descei até nós para sofrer um martírio inaudito, a morte infame sobre a cruz no meio dos insultos, de impropérios e ignomínias, a fim de salvar a criatura que o ultrajou e continua a atolar-se na lama do pecado.

O homem saboreia o pecado e, por causa do pecado, Deus está mortalmente triste; os tormentos duma agonia cruel fazem-no suar sangue!...

Não, não posso penetrar neste oceano de amor e de dor sem a ajuda da vossa graça, ó meu Deus. Abri-me o acesso à mais íntima profundidade do coração de Jesus, para que eu possa participar da amargura que o conduziu ao Jardim das Oliveiras, até às portas da morte — para que me seja dado consolá-lo no seu extremo abandono. Ah! Pudesse eu unir-me a Cristo, abandonado pelo Pai e por Si próprio, a fim de expirar com Ele!


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Missa Nova ou Missa Tridentina




Esclarecendo dúvidas

Há muitos católicos, aliás no mundo inteiro, que dizem não poder, em consciência, aceitar a Missa Nova.

Contra eles, costuma-se dar três objeções:

1ª A Missa Nova na verdade é a mesma Missa de sempre. Não há portanto razão para recusá-la.
2º O Papa mandou explicitamente a Missa Nova. Ora os fiéis devem obedecer ao Papa, mesmo quando não fale “ex-cathedra”.
3ª O Papa, apesar de não usar neste caso a sua infalibilidade, não poderia errar em matéria tão grave.

RESPOSTAS

1ª OBJEÇÃO: A Missa Nova é a mesma Missa de Sempre.

É a melhor deixar responder a isto o próprio Mons. Aníbal Bugnini, então secretário da Congregação do Culto Divino, o grande mentor da Missa Nova: “Não se trata apenas de retoques numa obra de grande valor, mas às vezes é preciso dar estruturas novas a ritos inteiros. Trata-se de uma restauração fundamental, eu diria quase uma mudança total e, para certos pontos, de uma verdadeira nova criação” (Doc. Cat. nº 1493, 7-5-67). Por estas palavras se vê que a Missa Nova já não é a mesma Missa Tradicional.

Aliás, se é a mesma coisa, então por que criticar e até perseguir os que querem ser fiéis à Missa Tradicional?

...

2ª OBJEÇÃO: O Papa mandou explicitamente a Missa Nova.

Antes de responder, gostaria de fazer quatro perguntas a quem fizesse essa objeção:
a)                Um Papa pode entrar em desacordo com a Tradição?
b)                Se um Papa estiver em desacordo com a Tradição, a quem devemos seguir, ao Papa ou à Tradição?
c)                 Um Papa pode terminar favorecendo uma heresia?
d)                Se o Papa favorece a heresia, neste caso o que se deve fazer: obedecer ao Papa e favorecer a heresia ou conservar a Fé intacta?


8 de Dezembro - Festa da Imaculada Conceição



            A Imaculada Conceição é dogma, a Concepção da Virgem Maria sem mancha ("macula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de Sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque Ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado. Foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deusem 8 de Dezembro de 1854.

  A alma, ou o Coração Imaculado de Maria no mistério da Imaculada Conceição é puro, e sem mácula, destituído entretanto de qualquer adorno; antes se assemelha com um vaso riquíssimo transbordando de todas as espécies de tesouros e preciosidades da ordem sobrenatural; obra-prima de Deus, maravilhosa da terra e do céu, da natureza e da graça de Deus e a complacência do divino artífice Seu Criador. 

  A Imaculada Conceição projeta raios de luz em todas as direções: raios de glorificação a Deus, sobre a SS. Trindade, cuja essência e bondade tão admiravelmente revela; raios de louvor e honra sobre Maria, cujas prerrogativas e santidade tão prestigiosamente desvenda; raios de bênção, de graças e de consolações para o mundo, tão necessitado de uma Mãe e poderosa protetora.

 Na Imaculada Conceição encontramos o auxílio para adquirir esta graça e a conservar. É para nós o penhor da esperança, da consolação, do conforto e da vitória, como o tem sido para a humanidade desde o princípio da sua existência. À Virgem Imaculada recorramos, quando a tentação de nós se aproxima. Neste sinal, terrível que é para o inferno, e para nós prometedor, teremos a vitória final e a salvação.

“Tota pulchra es Maria, et macula originalis non es in te”. - Toda sois formosa, sem a mancha do pecado original.

Sacramentais relacionados com a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem: 




Medalha Milagrosa: “Ó Maria Concebida Sem Pecado, rogai por nós que recorremos a Vós."










Escapulário Verde: "Imaculado Coração de Maria rogai por nós agora na hora de nossa morte." 









Escapulário Azul: O Escapulário Azul teve sua origem com a aparição de Nossa Senhora Imaculada Conceição acontecida em dois de fevereiro de 1617 a Venerável Irmã Úrsula Benincasa, fundadora das irmãs Teatinas na cidade de Nápoles Itália. O Escapulário Azul é dado por Nossa Senhora a Irmã Úrsula com o breve pedido de difundi-lo entre todos os fiéis que creem em Sua proteção maternal e prometendo a todos que usarem com devoção os seguintes privilégios: 


1- Estarão todos cobertos pelo Seu manto Sagrado;
2- Terão Sua defesa contra todas as armadilhas do inimigo que nos conduzem ao pecado;
3- Indulgências plenárias e parciais, tanto na vida quanto na morte;
4- Cura nas enfermidades;
5- Fortaleza de fé diante das dificuldades;
6- Uma boa morte assistido pelos sacramentos da unção e reconciliação;
7- Sabedoria e a luz de Deus nos momentos difíceis;
8- A defesa de Nossa Senhora no dia do julgamento final;
9- Um escudo de graças contra todos os perigos;
10- Sua eterna intercessão junto a Jesus e muitas outras graças. Esta Aparição vem preparar o mundo inteiro para a promulgação do dogma da Imaculada Conceição de Maria pela igreja em oito de Dezembro de 1854.

Alguns Santos de Nossa Igreja usaram e propagaram esse Sacramental, 
onde destacamos três:



Santo Afonso Maria de Ligório – Santo intercessor da Associação Católica Pio XII, foi sem dúvida o maior promotor dessa Devoção Mariana, ele usava e ensinava aos seus discípulos como gozar das promessas de Nossa Senhora. Inclusive para quem já leu a obra Glórias de Maria, pode observar que ele escreve uma pequena reflexão sobre o Escapulário Azul na citada obra.

São Domingos Sávio - usava constantemente o Escapulário Azul, fundando em 08/06/1856 uma irmandade da Imaculada Conceição difundindo assim esta devoção ao Escapulário Azul.

Papa São Pio X  - o usava com muita devoção sobre o peito, sinal constante de seu amor a Maria.



sábado, 29 de novembro de 2014

O Pequeno número daqueles que são salvos - São Leonardo



Os escritos de S. Leonardo, Leitor, fá-lo-ão examinar a sua consciência, não uma mas duas vezes, e usar o Sacramento da Confissão mais frequentemente e com mais fervor. Muitos Cristãos estão totalmente inconscientes de terem uma Amiga tão poderosa e uma tão graciosa Mãe no Céu. Maria viu-nos, conheceu-nos e amou-nos mesmo antes de nós termos nascido, e desde então Ela continuou a Amar-nos.

Boa leitura e discernimento!



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Comunhão e Sexo - Vídeo





domingo, 16 de novembro de 2014

Tu me moves.






Não me move, Senhor para Te amar
O Céu que me prometestes
Nem me move o inferno tão temido
Para deixar por isso de Te ofender.

Tu me moves, Senhor,
Move-me ver-te
Pregado em uma Cruz e escarnecido
Move-me ver teu Corpo tão ferido,
Movem-me tuas afrontas e tua morte.

Move-me enfim teu amor,
E de tal maneira,
Que ainda que não houvesse Céu eu te amaria,
E ainda que não houvesse inferno te temeria.

Nada tens que me dar para que eu te queira,
Pois mesmo que eu não esperasse o que espero,
O mesmo que te quero
Eu te quereria.

(Santa Tereza de Jesus)


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Série Folhetos Católicos nº 13 - CARISMATISMO SUPER-EMOTIVO






1 – O atual Carimastimo protestante e superemotivo das seitas teve sua origem, no começo do século passado, nos Estados Unidos. Uma estudante protestante afirmou ter sentido, de repente, uma sensação de paz e de gozo, e começou a falar, como disse, em “línguas desconhecidas”. Ela atribuiu esses fenômenos a Cristo. Passados alguns dias, em toda a comunidade se davam as mesmas manifestações que foram interpretadas como sendo um “batismo no Espírito”. Assim nascia o movimento pentecostal, cuja característica é pretender provocar artificialmente, em clima superemotivo, os carismas extraordinários concedidos pelo Espírito Santo aos Apóstolos no dia de Pentecostes.

2 – Esta atitude já estava implícita na “fé-sentimento-de-confiança”, de Lutero, com seu descaso inato pela precisão doutrinária das verdades a crer que são de natureza radicalmente racionais (Cf. Fol. Cat., n° 15). São reveladas por Deus e propostas pela Igreja à nossa fé como necessárias de se crer para a salvação. Devemos, pois, prestar-lhes um assentimento da mente. Não pode resvalar para um exacerbado sentimento religioso, como acontece no carismatismo das seitas.

3 – “Pentecostes” é palavra de origem grega que significa “quinquagésimo dia”, porque foi 50 dias após a sua Ressurreição que Jesus enviou o Espírito Santo sobre os Apóstolos, como lhes havia prometido. Para isso, ao subir ao Céu, ordenou-lhes que permanecessem reunidos na cidade, pois “sereis, disse-lhes,batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias.” (Atos 1, 4-5) “Batizados” aqui, significa, “inundados”“cheios”. Não é, pois, um outro batismo diverso do Sacramento do Batismo, mas a graça especial da vinda do Espírito Santo, com a abundância de seus dons extraordinários, com seus efeitos tanto interiores, como exteriores visando a edificação da Igreja.
4 – A abundância de dons extraordinários do dia de Pentecostes visava, pois, socorrer a Igreja, sobretudo nos seus difíceis começos em que devia aplicar-se a converter judeus endurecidos e pagãos idólatras. Eram dons da ordem dos carismas, os quais – quando verdadeiros – não se destinam diretamente ao bem da pessoa que os recebe, mas ao da comunidade dos fiéis.

domingo, 2 de novembro de 2014

A Castidade: Um belo desafio para o jovem



A luta cristã contra a impureza exige que se fuja de toda ocasião de pecado. Sabemos que “a ocasião faz o ladrão”, e aquele que brinca com o perigo nele perece. Se você, jovem, quer se manter puro e casto antes do casamento, terá que fugir de toda ocasião que possa excitar a paixão: livros, revistas, filmes eróticos, bem como, no namoro, toda ocasião que possa propiciar uma vivência sexual precoce. O namoro não é o tempo de viver as carícias matrimoniais, pois elas são o prelúdio do ato sexual, que não deve ser realizado no namoro. O que precisa haver entre os namorados é carinho, não as carícias íntimas. Além disso será preciso, para todos, solteiros e casados, o auxílio da graça de Deus; para os solteiros, a fim de que não vivam o sexo antes do casamento; para os casados, a fim de serem fiéis um ao outro. É grande a recompensa daquele que luta bravamente para manter a própria pureza. Jesus disse que esses são bem aventurados (felizes) porque verão a Deus. (Mt 5,8) Um jovem casto é um jovem forte, cheio de energias para sua vida profissional e moral. É na luta para manter a castidade que você se prepara para ser fiel ao seu cônjuge amanhã.

A grandeza de um homem não se mede pelo poder que possui de dominar os outros, mas pela capacidade de dominar a si mesmo. Esta sempre foi a coluna que manteve de pé as civilizações e os grandes homens, e hoje, também, precisa ser resgatada e preservada, sob pena de vermos perecer a nossa civilização. Nossa humanidade hedonista, amante do prazer, a qualquer custo, ri da castidade e da virgindade, e por isso paga um preço caro pela devassidão dos costumes. Para reerguer esta sociedade será preciso resgatar esses valores que nunca envelhecem. Vale a pena refletir um pouco no que dizia o Mahatma Ghandi, o célebre indiano hindu, que não era católico, que libertou a India da Inglaterra, pela força da não violência. Ele dizia:

“A castidade não é uma cultura de estufa… A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”. Gandhi amou tanto a castidade que alterou até a sua vida conjugal. “Sei por experiência que, enquanto considerei minha mulher carnalmente, não houve entre nós verdadeira compreensão. O nosso amor não atingiu o plano elevado… No momento em que disse adeus a uma vida de prazeres carnais, todas as nossas relações se tornaram espirituais”. Depois dos quarenta anos, Ghandi não teve mais vida sexual, nem mesmo com a esposa. Embora este pensamento não esteja plenamente de acordo com a moral católica, no entanto, mostra o valor imenso da castidade para um homem que não era batizado. Ele ainda dizia: “A vida sem castidade parece-me vazia e animalesca”. “Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor, torna-se efeminado e vive cheio de medo.

A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço”. A castidade longe de ser uma prisão, ao contrário, abre cada vez mais as portas da verdadeira liberdade. Só compreende isto quem a vive. Só é livre quem se possui. Para haver a castidade nos nossos atos, é preciso que antes ela exista em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos, ouvidos, vagueiem pelo mundo do erotismo. É por não observar esta regra que a maioria pensa ser impossível viver a castidade. Meu caro jovem, se você quiser no futuro formar uma família feliz, então comece agora, por você mesmo; e, contra tudo e contra todos que lhe oferecem o sexo vazio e fácil, antes do casamento, viva a castidade. Garanto-lhe que vale a pena, pois eu vivi isto. Eu tive que lutar muito também para chegar inteiro ao meu casamento; mas hoje, vinte e oito anos depois, ao lado de uma esposa fiel, cinco filhos saudáveis e um lar feliz, eu posso dizer-lhe que vale a pena. O jovem e a jovem cristãos terão que lutar muito para não permitir que o relacionamento sexual os envolva e abafe o namoro. Alguns querem se permitir um grau de intimidade “seguro”, isto é, até que o “sinal vermelho seja aceso”; aí está um grave engano. Quase sempre o sinal vermelho é ultrapassado, e muitas vezes acontece a gravidez e outras coisas. Um namoro puro só será possível com a graça de Deus, com a oração, com a vigilância e, sobretudo quando os dois querem se preservar um para o outro. Será preciso então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que “a ocasião faz o ladrão”, e que, “quem brinca com o perigo nele perecerá”. É você quem decide o que quer. Se você sabe que naquele lugar, naquele carro, naquela casa, etc., a tentação será maior do que as suas forças, então fuja destes lugares; esta é uma fuga justa e necessária. É preciso lembrar as moças, que o homem se excita principalmente pelos olhos. Então, cuidado com a roupa que você usa; com os decotes, com o comprimento das saias… Não ponha pólvora no sangue do seu namorado se você não quer vê-lo explodir. Muitas vezes as namoradas não se dão conta disto. Para a mulher a excitação se dá muito mais por palavras, gestos, fantasias, romances; mas para o homem, basta uma roupa curta, um decote, um cruzar de pernas aparentes, e muita adrenalina será injetada no seu sangue… Não provoque seu namorado. Além de tudo isso, se somos cristãos, temos que obedecer e viver o mandamento de Deus que manda “não pecar contra a castidade”; isto é, não viver a vida sexual nem antes do casamento (fornicação) e nem fora dele (adultério).

sábado, 1 de novembro de 2014

Considerações de Carlos Nougué sobre o resultado das eleições.







1)  Devemos padecer a opressão como verdadeiros cristãos: com discrição e paciência. Não devemos rebelar-nos como se rebelam as gentes em convulsões políticas destituídas de senso do sobrenatural; nem participar de protestos e de bravatas que antes desviam do reto caminho para a perfeição no sofrimento.

2) Não podemos afastar-nos um iota de confessar – sempre que necessário – a lei natural e a lei divina positiva. Mas, como dizia S. Tomás de Aquino, devemos padecer a tirania oferecendo-o a Cristo, e obedecendo-lhe a ela no que não fira centralmente aquelas leis (ainda que de foro interno não adiramos a tal).

3) Um coisa é votar num mal menor; outra, completamente diferente e contrária ao dever católico, é apoiá-lo, defender forças que, conquanto constituam mal menor, são todavia um mal – e, no caso brasileiro, grande mal. Aliás, do triste espetáculo a que acabamos de assistir também são responsáveis as forças menos más de uma sociedade arruinada.

4) Nossas armas: os sacramentos; a oração, o suplicar capacidade para suportar o mal e para resistir àquilo a que, sempre com prudentia ou frónesis, é preciso resistir; e estudo, e artes; e vida familiar, o mais recolhida possível. Afastar-se das vaidades públicas.

Perguntava-se S. Tomás de Aquino por que Deus permite que os povos padeçam tirania. Porque não têm fé – respondia o Santo do alto de sua lucidez realista – e porque cometem imensos pecados contra as leis divinas.

E a isto já nada tenho que acrescentar eu, um simples laico.

Que Deus nos proteja e fortaleça.

Em tempo. Pedimos a Deus que afastasse de nós um cálice amargo. Sempre que o pedimos, porém, devemos imediatamente dizer-Lhe: Mas seja feita a Vossa vontade.

C. N.

1º de Novembro - Dia de Todos os Santos




 Dia de Todos os Santos festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, achando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra a todos os deuses romanos exterminados e ficando santos do Cristianismo. — a Maria e a todos os mártires. A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741 DC) dedicou uma capela em Roma a todos os santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. É possível que a comemoração britânica medieval do Dia de Todos os Santos tenha sido o ponto de partida para a popularização dessa festividade em toda a Igreja cristã.” Os irlandeses costumavam reservar o primeiro dia do mês para as festividades importantes e, visto que 1.° de novembro era também o início do inverno para os celtas, seria uma data propícia para uma festa em homenagem a todos os santos.” Finalmente, em 835 DC, o Papa Gregório IV declarou-a uma festa universal. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.                        
  O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/paroquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registro (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na Santa Missa).



Série Folhetos Católicos nº 11 - AS GRANDEZAS DE MARIA NA BÍBLIA





- Que a Santa Mãe do Divino Salvador tenha recebido de Deus prerrogativas que Lhe são exclusivas, é verdade que se deduz de várias passagens da Bíblia. Para o provar, vamos examinar os vários textos sagrados, que a Ela se referem.

Note-se desde já que a Bíblia abre-se e se fecha (Gên. 3,15 – Apoc.12,1) sob o signo da Mulher vitoriosa e bendita, sempre em luta com o dragão.

- Eis alguns textos áureos da Bíblia Sagrada:

a) “Porei  inimizade  entre  ti  e  a  Mulher, e  entre  a tua descendência e a dEla. Ela te esmagará a cabeça, e tu tentarás ferir o seu calcanhar”. (Gên. 3,15)

Comentário: o texto acima é a 1ª profecia da vinda do Salvador feita por Deus logo após a queda de nossos primeiros pais. Nele, ao grupo dos vencidos (Adão e Eva) Deus contrapõe o grupo dos vencedores (Jesus e sua Mãe). – A “descendência da mulher” (no original: sêmen, prole), é, num 1º  plano, Jesus Cristo; e, num 2º plano, são todos os remidos que correspondem à graça da Redenção.  – O termo “Ela”,  como sujeito de “esmagará”, se refere diretamente à “prole”, a Jesus. Mas, será através da natureza humana de Cristo, recebida de Maria, que o poder de Satã será quebrado por Cristo unido à sua Mãe. Logo, também Ela, a “Mulher invicta” desta profecia, com o seu Filho, quebrará a cabeça de Satã. – O termo “inimizade” indica a incompatibilidade absoluta entre Cristo e sua Mãe de um lado, e Satã e os seus aliados, do outro; indica ainda a vitória completa de ambos sobre o Maligno.
b)  Dois textos de Isaías:“Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um Filho, o Emanuel (Deus conosco)”. (Is. 7,14) “Nasceu-nos um menino …Ele será Deus forte …”. (Is. 9,5)


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Missa Tridentina X Missa Nova - Palestra do Padre Joaquim



Nota do Blog: O Padre Joaquim, do Mosteiro Nossa Senhora do Rosário e da Fé, realizou na cidade de Anagé - BA uma palestra sobre a diferença da Santa Missa Tridentina para a Missa Nova, destacando a importância de ser verdadeiramente católico.




quarta-feira, 29 de outubro de 2014

“Ele faz tudo por mim, mas não quero ficar com ele”



Nota do blog: Um intuito de postar esse artigo, retirado do blog abaixo citado, é o de incentivar as almas masculinas, aos rapazes e senhores, a agirem com prudência e a exercerem a autoridade que têm, sem despotismos, mas com segurança e eficácia, a fim de garantir às suas damas e senhoras um conforto e consolo que toda mulher casada necessita ter.



Por Frederico Mattos

Que mulher nunca se envolveu com o cara bonzinho, que fazia tudo por ela, mas que não tirava os pés dela do chão?

Os homens que tem esse perfil não conseguem entender como pode uma mulher recusar tanto amor para ficar nos braços de caras escrotos e cafajestes. Vou tentar explicar qual o problema de ser bonzinho.

Existe uma diferença entre ser bom ou prestativo e ser bonzinho, no primeiro caso é uma escolha consciente, bem pensada, articulada, eletiva e proporcional à necessidade em jogo. Nesse caso é uma ajuda ponderada, cuidadosa que tem por objetivo beneficiar realmente a outra pessoa sem que pra isso exista uma recíproca ou correspondência.

O cara bonzinho oferece uma ajuda exagerada surgida de uma base de carência, fragilidade e necessidade de aprovação recíproca. Ele ajuda acreditando que está desprendido de resultado, quando tem uma demanda gigantesca e reprimida por afeto e atenção exclusiva.

Esse tipo de ajuda tem um afeito duplamente negativo sobre a mulher em questão, pois ela se sente endividada e pressionada com tanta ajuda recebida ao mesmo tempo que não tem espaço para fazer algo espontâneo e agradável como contrapartida. Esse fluxo de ida e volta se torna tão disfuncional que ela passa a ver o cara como alguém aflito por atenção. Esse cuidado todo, aliás, não deixa de ser uma tática, ainda que inconsciente, de aprisionar a outra em favores pessoais.



E como isso afeta o relacionamento? A admiração e o desejo surgem quando alguém nota uma força pessoalassociada a segurança e estabilidade, no caso do cara bonzinho isso não existe. Ele se comporta como alguém que não está seguro de si e está passivo diante da vida e dos movimentos de sua parceira. Normalmente ele apenas reage às circunstâncias e age como uma marionete dos caprichos dela, mas com o tempo isso desgasta a confiança mútua e cria ressentimento. No entanto, o cara bonzinho nunca admitirá esse amargor e passará a ter um comportamento veladamente raivoso pressionando cada vez mais, sendo irônico, soltando comentários do tipo “faço tudo por você e não ganho nada com isso”.

O ciclo se fecha a tal ponto que a mulher se sente culpada por não sentir nada por ele, além de ouvir das amigas que ele é o cara perfeito e ela está jogando fora uma oportunidade de ouro. É difícil explicar por que mesmo recebendo tudo isso não parece ser suficiente.

Enquanto esse cara não perceber como está perdido num jogo emocional infantil de agradabilidade excessiva não conseguirá um relacionamento de verdade. Ele tomará um pé na bunda e se convencerá que a mulher não fez por merecer até encontrar outra garota onde o ciclo recomeça com mais intensidade. Para garantir que não será deixado novamente forçará mais a barra convencido de que dando tudo de si poderá garantir o sucesso da relação.

Portanto, até para doar amor é preciso saber o timming certo entre dar e receber, valorizar e ser valorizado para que o amor cresça num ritmo natural e não ansioso e desesperado. É como fazer um bolo, se você abrir o forno antes da hora vai desandar.



Criar um clima cristão para os filhos




Criar um clima cristão

Capítulo VIII

Uma das condições essenciais da educação cristã consiste em que o âmbito familiar realize uma atmosfera espiritual em que as almas desabrochem e se elevem espontaneamente. A influência exercida nas crianças se apóia melhor no con­junto harmonioso de uma multidão de fatos aparentemente insignificantes do que em manifestações excepcionais ou em discursos solenes.

A religião não é qualquer coisa que se pespegue no in­divíduo, muito menos uma roupa com a qual nos vistamos ou da qual nos desembaracemos à vontade, segundo os dias e as circunstâncias. É preciso que o clima da casa tenha por base uma fé que tudo informe para tudo transfigurar, sem trazer sombras.

O clima de um lar será cristão se a religião exprimir-sc menos por fórmulas, atitudes, tabus ou rotinas, do que por um espírito que tudo penetre, fazendo com que se viva, naturalmente, as realidades sobrenaturais, com .simplicidade, sem respeito humano, porque “é assim mesmo”.

Há um verdadeiro fenômeno de osmose que se produz numa família autenticamente cristã, em que o senso do sa­grado se manifeste pelo respeito das coisas santas, em que as verdades sobrenaturais estejam próximas, inserindo-se na trama da vida cotidiana.


Quando os pais vivem simplesmente na lógica de sua fé tudo se torna luminoso e benfazejo; Jesus Cristo é o grande Amigo divino de Quem se fala como de alguém misteriosamente presente e infinitamente amorável; a Virgem Maria é considerada como a Mãe de Jesus e nossa Mãe, me­diadora de todas as regras; a Igreja é a grande Comunidade cujos chefes são respeitados e os membros, mesmo longín­quos, fraternalmente amados; os acontecimentos de sua vida são prazerosamente comentados, sua história é conhecida, sua liturgia contribui com o seu ritmo de alegria e de es­perança.

Lealdade, caridade em palavras e ações, entre todos e com todos, pureza sem equívoco como sem falso pudor; tudo isto acaba- por se instalar nos costumes, no sentido profundo do têrmo, para a felicidade de todos.

Custa-se a imaginar hoje em dia a sólida piedade dessas famílias camponesas que formam uma Bernadette, um cura d’Ars, um João Bosco... Nada a perturba, nada a abala... Apodera-se da criança no berço; impõe-lhe o seu automatismo antes de lhe dar suas razões, suas alegrias, suas esperanças. Seria insensato pretender que o garo- tinho tenha a capacidade de optar com reflexão c em toda liberdade por tais deveres, tais crenças e tais práticas. A família tem um direito imprescritível relativamente à criança: o de escolher em seu lugar. Na medida do possível deve evitar que a sua escolha caía, um dia, no êrro. E o erro aqui é o esquecimento de Deus.

A lealdade a serviço do Senhor é uma das condições capitais para o desabrochar da vida religiosa dos jovens. O dano mais grave que se pode causar à criança é habituá-la a considerar as virtudes do Cristianismo como coisas que se dizem mas não se fazem. O Cristianismo, então, não é mais do que uma linguagem sublime, deixa de ser uma vida.