quarta-feira, 31 de julho de 2013

Reparações necessárias e urgentes!!!




Márcio

A quantidade de ofensas a Deus cometidas pelos homens têm aumentado drasticamente. Certamente pelos homens do “mundo”, com profanações de imagens sacras e crucifixos em via pública e em plena luz do dia; atacando e depredando a catedral de Santiago, no Chile, em retaliação pela posição da Igreja contra o crime do aborto; criando “leis” para promover o assassinato de crianças no ventre das mães… Mas também pelos homens “de igreja”, pela profanação do sagrado que eles promovem, pelas danças e palmas nas missas, pelas coreografias episcopais, pelas comunhões na mão, pelas estátuas “sacras” indecentes, pela imoralidade em certa jornada, pelo ecumenismo destruidor da Fé, pela traição aberta de uns e silêncio covarde de outros, pela cumplicidade com as “autoridades” eclesiásticas que destroem o que podem na Igreja, pela perseguição contra os católicos que não querem abandonar a Tradição…

Até quando a humanidade vai medir a paciência de Deus? Até onde o liberalismo vai cegar o homem ao ponto de desafiar a Deus? Do Deus que é misericordioso, mas também é justo. Verdade esta que a “igreja ursinhos carinhosos” já vem deixando de ensinar  desde o conciliábulo Vaticano II o qual, rompendo gravemente com o Magistério anterior, nos quis conciliar com o “mundo”, com este mundo profanador que odeia a Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois, de fato, esta conciliação com o mundo moderno foi condenada sem a menor sombra de dúvida pela Igreja antes do Vaticano II. Foi o liberalismo do Vaticano II que minou a resistência católica contra o “mundo”, permitindo este grande avanço dos inimigos da Igreja que vemos hoje. Mas aí vem um iluminado “líder dos tradicionalistas” encontrar desculpas para o conciliábulo e bajular os modernistas… É assim, deixando de combater o latrocínio Vaticano II e os modernistas que invadiram os altos cargos da Igreja, que nós vamos fazer frente aos inimigos externos que tão alvoroçados estão? Quanto mais o processo revolucionário avança, mais nós temos a obrigação de nos fortalecermos no combate ao liberalismo e ao modernismo, e a todos os que o promovem. A todos, sem exceção alguma. Preciso citar nomes?

Já não bastasse a árdua luta que temos contra nossos muitos pecados, no combate diário que travamos pela nossa própria salvação, ainda temos que aturar tudo isto… Só mesmo pela virtude sobrenatural da Esperança para alguém se manter neste mundo enlouquecido. Se nós nos sentimos mal com todos estes acontecimentos, no “mundo” e na Igreja, imaginem o quanto Deus não é ofendido? Se um simples pecado mortal é uma ofensa infinita à divina majestade de Deus, imaginem o que não são atualmente a revolução e a apostasia?

Humanamente, fazemos nossa parte desmascarando as mentiras dos modernistas, mostrando onde estão os erros em seus sofismas, refutando seus artigos, denunciando suas traições à Igreja. Mas, a parte mais nobre e elevada do combate é a sobrenatural, a qual cumprimos, entre outros meios, através da oração. E uma das orações mais importantes para o momento, por tudo o que tem acontecido, é a de reparação. Devemos oferecer nossas comunhões, nossos terços e fazer atos de reparação em desagravo a Deus e a seus santos por tantas ofensas. Dois atos de reparação podem ser lidos Aqui.



Fonte: Spes

O Marido: Os seus deveres (Parte V)




O Marido

Os seus deveres 

Receber no sacrifício e renunciação, como é o fim do matrimônio; dar na dedicação por uma autoridade justa, digna, pacífica e terna, como é o seu objeto; não está acima das forças humanas? Não; porque há um motivo todo poderoso, um móvel soberano, o amor, o amor movido pela graça, o amor cristão.

As dificuldades da tarefa, meus senhores, fazem com que compreendais a sua necessidade, e a loucura dos matrimônios sem amor. Onde se achará, pois, a força para cumprir tais deveres? Só o amor é capaz disso. Só o coração tem toda a força que exige este ato decisivo, soberano, irrevogável, e do qual está suspenso um destino inteiro.

E que amor será preciso? Apelo para vós, meus senhores, que tendes amado santamente, que tivestes o vosso ideal. Amáveis, sem medida, para a terra e para o Céu, para o tempo e para a eternidade. Amar, unicamente e para sempre, aquela que havia sabido merecer toda a vossa estima, toda a vossa confiança, todo o vosso amor, e serdes amados por ela unicamente e para sempre, era o vosso sonho!

O amor é eterno, ou não existe.

Mas qual é o amor que pode ser eterno? O amor carnal não, porque dura tanto quanto o encanto que o provocou, - uma primavera. As paixões não alimentam o amor, não; antes o profanam e matam.

Se o amor quiser viver, que se modere e se equilibre! Saído de Deus, se quiser crescer, que sacuda a matéria e se eleve para Deus!

Frutos da Confiança:Conclusão do trabalho.




Frutos da Confiança

Conclusão do trabalho


Uma conclusão resulta naturalmente, imperiosamente, deste curto estudo.

Almas cristãs, empregai todos os meios ao vosso al­cance para adquirir a confiança. Meditai muito sobre o po­der infinito de Deus, sobre seu imenso amor, sobre a inviolável fidelidade com que Ele cumpre suas promessas, sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não fiqueis, porém, indefinidamente paradas na expectativa. Da refle­xão, passai à ação.

Fazei freqüentemente atos de confiança: que cada ação vossa vos sirva de ocasião para renová-los. E é, sobretu­do, nas horas de dificuldades e de provação que os deveis multiplicar.

Repeti com freqüência a invocação tão tocante: "Co­ração de Jesus, eu tenho confiança em Vós!" Nosso Se­nhor dizia a uma alma privilegiada: "Basta a pequenina oração: "Confio em vós", para Me encantar o Coração, porque nela se compreendem a confiança, a fé, o amor e a humildade"

Não receeis exagerar a prática dessa virtude.

"Não se deve nunca temer, na suposição, todavia, de uma vida boa, não se deve nunca temer o exercer demasia­damente a virtude da confiança. Pois assim como Deus, em razão de sua infinita veracidade, merece um crédito de al­guma sorte infinito, assim também, em razão de seu poder, de sua bondade, da infalibilidade das suas promessas — perfeições estas que não são menos infinitas que a sua veraci­dade — Ele merece confiança ilimitada".

Não poupeis esforços. Os frutos da confiança são assaz preciosos para que valha a pena colhê-los.

E se um dia vierdes a vos queixar de não ter obtido as vantagens maravilhosas esperadas, eu vos responderei com São João Crisóstomo: "Dizeis: Esperei e não fui atendido. Estranhas palavras! Não blasfemeis as Escrituras! Não fostes atendido porque não confiastes como convinha; porque não esperastes o fim da prova; porque fostes pusilânime. A con­fiança consiste sobretudo em levantar o ânimo no sofrimen­to e no perigo e elevar o coração para Deus"


(Livro da Confiança – Padre Thomas de Saint-Laurent)

A Mãe segundo a vontade de Deus - Da economia (Parte I)




A Mãe segundo a vontade de Deus ou Deveres da Mãe Cristã 
para com os seus filhos, 
do célebre Padre J. Berthier, M.S
Edição de 1927



VI- Da economia

Visto que, — como acabamos de provar —, a mãe cristã tem obrigação de fornecer, a seus filhos um meio de existência, estabelecendo-os em conformidade com a sua condição, segue-se que deve procurar recursos necessários para cumprir este dever, e obtê-los-á, por meio da economia, que não é outra coisa, senão a arte de bem governar uma casa.

«A maior parte das mulheres, diz Fenelon, desprezam a economia, por considerarem que é uma condição vil, só própria de lavradores e de operários; e a economia é uma ciência, que só por ignorância se pode desprezar. É preciso efetivamente um gênio bem mais elevado, e mais largo do que têm algumas donas de casas, que querem verdadeiramente olhar por tudo quanto diz respeito à sua elevada missão, não perdendo o geral costume de quererem discorrer sobre modas, dedicar-se ao inglório tiroteio da conversação.»


O próprio Deus ordenou a economia à mulher o que se pode ver, em muitos lugares da Escritura. Aí se lê efetivamente, que Raguel e sua mulher, ao despedirem sua filha, que se casava com Tobias, lhe recomendaram que «bem dirigisse a sua família, e bem governasse a sua casa.» A mulher forte, diz o Espírito Santo, faz as suas provisões de lã e de linho, obra que ela faz por suas mãos. Levanta-se ao romper do dia, para tratar da alimentação da sua família. Se encontrar um campo, que aumente o seu patrimônio, compra-o, e manda aí plantar uma vinha, com os recursos obtidos por sua indústria. Se vê que as suas empresas progridem, redobra de ardor, e não deixa apagar a lâmpada durante o noite, a fim de trabalhar cada vez mais. Tanto emprega as mãos em rudes trabalhos, como em casa se ocupa a manejar o fuso. Não deve temer para a sua casa, nem o frio, nem a neve, porque todos os criados têm uma dupla andada de roupa, para se resguardarem. Examina com cuidado tudo o que se passa em torno de si, e não come o seu pão na ociosidade.» Tal é o modelo que Deus pôs, sob os olhos das mulheres cristãs, a fim de excitá-las a imitá-lo. 

Como a mulher forte, de que fala a Escritura, deve a mãe de família procurar adquirir os bens que lhe são necessários, e conservar os que já possui; e é nestes dois pontos que se encerra tudo quanto temos a dizer, acerca do bom governo duma casa.

Exercícios Espirituais para Crianças - A Confissão (final)




Fr. Manuel Sancho, 
Exercícios Espirituais para Crianças
1955

PARTE PRIMEIRA
A conversão da vida do pecado à vida da graça
(Vida Purgativa. — 1.ª semana)



4. — A dor, ou arrependimento, é outra das condições para a confissão. É a mais necessária, tão necessária que pode haver confissão sem exame, como a de alguém que há muito pouco tempo se confessou e se lembra de tudo; pode também haver confissão sem declaração dos pecados, como a de alguém que está morrendo e não pode dizê-los; pode ainda haver confissão sem satisfação, porque o confessado esqueceu a penitência ou morre antes de cumpri-la; mas não pode haver confissão sem dor ou arrependimento. A dor é, pois, a coisa mais essencial da confissão, e nunca pode faltar; por isto a confissão chama-se penitência, o que quer dizer dor e lágrimas, e penas e trabalhos, voluntariamente sofridos.


Se aquele mancebo do calabouço só pensasse em sair, e não em se arrepender das injúrias feitas a seu bom pai, este não lhe perdoaria, pois sem arrependimento é impossível o perdão. Mas, se o filho não dissesse ao mordomo todas as injúrias, por não se lembrar delas, mas em compensação, com lágrimas nos olhos e dor no coração, se pros passe diante de seu pai, seria isto o que demonstrava arrependimento da parte dele, e seria o que o reconciliaria com seu pai. De mesma maneira, se ides ao confessor para lhe contar os vossos pecados como quem conta uma história, sem pingo de dor por os haverdes cometido, não somente Deus não vos perdoará, por mais que o sacerdote vos absolva, como também cometereis um sacrilégio.

Para vos moverdes à dor, considerai as penas do inferno, mas considerai sobretudo Jesus pregado na cruz pelos vossos pecados. Se, apesar disto, vos parecer que não sentis dor, perguntai-vos: “Estás resolvido a não mais pecar?” Se de coração responderdes que não quereis mais pecar, sem dúvida tendes dor, porquanto, quando alguém não quer mais cometer uma maldade, dá prova de que se dói de havê-la cometido. Claro que não são a mesma coisa dor e propósito, mas pelo propósito se conhece a dor.

A dor do pecado manifesta-se às vezes com lágrimas e suspiros, e às vezes fica-se seco como uma lenha e no entanto se tem verdadeira dor, e, bastas vezes, mais dor do que abundando em prantos e gemidos. Não é que eu não deseje que choreis com lágrimas de verdade os vossos pecados; elas são ótimas, porém quando acompanhadas da outra dor íntima que vai junto com uma resolução irrevogável de não mais pecar. Melhor me entendereis com um exemplo.

Conselhos sobre vocação (para meninos de 12 a 18 anos) - Parte 16




CONSELHOS SOBRE A VOCAÇÃO

Padre J. Guibert
(Superior do Seminário do Instituto Católico de Paris)
edição de 1937 


2.º O caráter.

79. — A vida divina é uma força entregue em vossas mãos: vossa obrigação é tirar proveito dela. Seja qual for o que empreenderdes, não estareis sozinho a trabalhar: Deus mesmo tomará parte em tudo quanto fizerdes.

Ora, o objeto principal que deveis ter em vista, é a formação de vosso caráter. Em um sentido geral, a palavra caráter ou gênio designa aquilo pelo qual um homem é o que é. Nosso caráter se compõe, ao mesmo tempo, de nossos defeitos e nossas qualidades: por conseguinte a formação de nosso caráter consiste na correção de nossos defeitos e no desenvolvimento de nossas qualidades. É para ter bom êxito nesta empresa de suma importância, que imploramos o auxílio de Deus por meio da oração e dos sacramentos.


Para corrigir vossos defeitos, procurareis primeiro conhecê-los. Em pouco tempo notareis que todos dependem de um só, o defeito dominante. Logo que descobrirdes em vós o defeito que é a causa de todas vossas faltas, será preciso combatê-lo sem trégua. Toda a vitória ganha contra este inimigo capital é um triunfo alcançado sobre todos os outros. Talvez sozinho não consigais descobri-lo; mas vosso diretor espiritual e vossos mestres ajudar-vos-ão.

31 de Julho - Santo Inácio de Loyola




Iñigo Lopez de Loyola, este era o seu nome de batismo, nasceu numa família cristã, nobre e muito rica, na cidade de Azpeitia, da província basca de Guipuzcoa, na Espanha, no ano de 1491. O mais novo de treze filhos, foi educado, com todo cuidado, para tornar-se um perfeito fidalgo. Cresceu apreciando os luxos da corte, praticando esportes, principalmente os equestres, seus preferidos.

terça-feira, 30 de julho de 2013

The Resistance Padre Tomas Aquinas Confrence July 1st 2013







A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.





Havia de ter um termo a criminosa indecisão de Pilatos. Repelindo para cima dos pontífices a responsabilidade do deicídio, o Procônsul lava as mãos do sangue inocente, sem que, todavia, da cerimônia ridícula e seu tanto hipócrita, lhe saísse a consciência mais purificada.

Em fim de contas, por criatura tão de somenos, não se perca a amizade de César - pensaria o Procônsul - e pois que tanto o exigem os pontífices, seja o réu crucificado. Ibis ad crucem.

Não sem um frêmito de terror, acostou-Se o Divino Mestre ao instrumento do suplício. Era a cruz resumido compêndio de sofrimento e de vergonha, mas Jesus a recebe com submissão e religioso respeito, acolhe-a com alegria, com amor até; quem sabe mesmo se a teria beijado com transportes, apertando-a contra o peito, como a um ente querido e longamente acariciado.

Oprobriosa e infamante, não era a cruz tão somente o martírio, mas ainda, e principalmente, a vontade de Deus, o instrumento da nossa salvação, a fonte de todas as bênçãos, o cetro da Sua glória e onipotência.

E começa a Via-dolorosa, longa, acidentada, juncada de cardos e espinhos, que do Pretório vai ao Calvário, passando pela Porta judiciária. Vai na frente, e a cavalo, o centurião romano; seguem-se-lhe os condenados e a sua escolta; vêm após os auxiliares do algoz, com os instrumentos da crucifixão; aos lados e atrás, fechando o lúgubre cortejo, multidão imensa, homens e mulheres de todas as classes da sociedade.

Exausto da longa caminhada, arquejante sob o peso da cruz, coroado de espinhos, malferido e sangrento, vai Jesus acoimado de blasfemo, falso profeta, amotinador do povo. E, todavia, esse é o caminho que todos havemos de palmilhar, bom ou mau grado nosso.

A nossa cruz é a penitência, a nossa cruz são os mandamentos divinos, a nossa cruz são os deveres de estado, a nossa cruz é a luta contra as paixões más, são os males que proliferam na vida, é o esforço da virtude, é o heroísmo da santidade. Como homens e como cristãos, em bem ou em mal, assistidos da graça ou abandonados a nós mesmos. Só nos fica a liberdade da escolha, e, com essa liberdade, a salvação ou a condenação eterna.

* * *

Ao defrontar uma dessas vielas tão freqüentes nas cidades orientais, num grupo de mulheres desoladas, cujos lamentos abafados mal seriam ouvidos no ruidoso cortejo, eis se Lhe depara a Virgem Santíssima, aparição dolorosa e todavia confortadora e desejada.

Essa Mãe, tão pura e tão perfeita que a não sonharam os anjos do céu, Jesus a tinha criado especialmente para Si, preservada da mancha original, revestida de pureza imaculada, espelho de Seu próprio esplendor. Colocada nos confins da divindade, obra-prima das mãos do Onipotente, amou a Jesus com amor sem igual, sobretudo depois que esse seio virginal Lhe foi tabernáculo precioso e odorífero.

Déra-Lhe tudo: amor infinito, beleza infinita, pureza infinita, graça infinita, glória infinita. Por Ela, e só por Ela, esgotara a Sua Onipotência, e, sem embargo, não podia forrá-lA ao espetáculo humilhante da Sua paixão, Havia de comunicar-Lhe ao coração sensibilíssimo a mesma agonia que O prostrava a Ele, sob o peso da cruz.

É que ambos, nos decretos do Altíssimo, estavam como identificados na missão regeneradora do homem. Em seu papel de corredentora, cumpria que Maria Santíssima aceitasse o holocausto, oferecendo-O igualmente à Justiça divina. Carne da Sua carne, era mister que ambos esses corações se conformassem na comunhão dos sofrimentos, ambos generosos, ambos vítimas de amor, ambos por Deus e pelo homem irmanados no mesmo sacrifício.

Olharam-se um instante, olharam-se... e partiram. Ele, para o martírio do amor; Ela, para o amor do martírio.

Ajudado do Cirineu, transpõe o Mestre a Porta judiciária; vence penosamente a breve escarpa da colina. É o Calvário enfim, é a consumação do sacrifício.

Terminados os preparativos, já suspensos da árvore maldita os ladrões, que lhe seriam uma como guarda de honra, posto entre eles como entre eles o mais celerado, coberto apenas de um pano que Lhe cinge os rins, é Jesus levantado entre o céu e a terra, como indigno da terra que o repele, rejeitado do céu que o abandona.

Como é belo na hediondez das Suas chagas, quanto é digno de respeito na Sua fraqueza e abandono, esse Deus eterno pendente de uma cruz, levantando para o céu olhos de paz e de ternura.

E a cruz domina a cidade, e o império romano, e o universo inteiro, sinal insondável da justiça e da misericórdia de Deus, instrumento de castigo, penhor certíssimo de perdão.

O inferno deu um grito de furor e de triunfo. Clamores ímpios, rugidos de cólera satisfeita saúdam a vitória. Mas há aí também outros corações, outros olhos, outras mãos, outras vozes que se levantam para a cruz, e essas vozes, e esses olhos, e esses corações acolhem o sacrifício do Justo, oferecendo-lhe o tributo da piedade, do amor e da adoração. É Maria Santíssima, é o evangelista do amor, são as santas mulheres, são os discípulos e amigos de Jesus, são as almas puras, os corações penitentes, os pequenos e os humildes saudando a aurora da Redenção.

E Jesus, num esforço supremo, vencendo as dores que Lhe repercutem em todas as fibras do corpo, levanta os olhos para o céu, numa súplica derradeira e eficacíssima: "Perdoae-lhes, meu Pai, porque não sabem o que fazem".

Há já três horas sofre Jesus o horrendo martírio.

O sangue, já de todo esgotado, aumenta-Lhe a palidez presaga; o rosto parece se Lhe vai alongando mais e mais; as linhas da face se adelgaçam, cavando-as fundamente; os olhos injetados fixam no espaço um ponto vago; os lábios se Lhe entreabrem, desmesurados, deixando ver, por entre os dentes, uns últimos láivos de sangue.

E a morte se aproxima; a morte, a necessidade suprema, fatal, inevitável; a morte, essa grande humilhação do corpo e da alma, esse combate encarniçado em que a vida, assediada de todos os lados, se empenha em luta desesperada; a morte, essa filha do pecado, que estende o cetro implacável sobre todos os filhos de Adão, para reduzi-los ao pó da terra; a morte se aproxima, medrosa, apavorada, indecisa, vacilante, como forçada pelo Autor da Vida.

E Jesus, dando um grande brado, grito evidentemente sobrenatural, não de homem, mas de um Deus que se despede, inclina a cabeça e rende o último suspiro.

Tudo está consumado. Nos torreões do Templo, lá em baixo, na cidade deicida, anunciam as trombetas a imolação do Cordeiro pascal.

Está fechada, para sempre fechada, a lei do terror.
Começa a lei da graça e do perdão...

Consummatum est.

(No Calvário por Dom Duarte Leopoldo E Silva, segunda edição, 1937)

Fonte: A Grande Guerra 

O Preço da Harmonia



Não por acaso há muita gente rindo, satisfeitíssima.


O preço da harmonia.

Por Manoel Gonzaga Castro – Fratres in Unum.com | Acabou da Jornada Mundial de Juventude. O Papa já está de volta ao Vaticano. Tudo transcorreu na mais perfeita harmonia: COL (Comitê Organizador Local), Prefeitura e Governo do Estado do Rio e Governo Federal. O evento foi considerado um sucesso, apesar de problemas de infraestrutura e do “lapso” Guaratiba, que gerou a mudança de última hora dos últimos eventos da JMJ para Copacabana.

Os meios de comunicação fizeram uma enorme e benevolente cobertura. Já não se ouve mais os ataques de outrora à Igreja. Tudo é humildade e simpatia. Até as novelas foram retiradas do ar para dar espaço aos belos gestos do Papa Francisco.

No entanto, é cristalina a oposição entre os valores pregados pela Igreja e a agenda do governo petista (do qual são aliados os governos municipal e estadual do Rio). Diga-se o mesmo dos meios de comunicação, em especial, da Rede Globo de Televisão.
E é óbvio: tal harmonia não seria gratuita. Ela tem o seu preço.

Silêncio comprometedor

Durante sua visita ao Rio de Janeiro, o Papa Francisco repetiu por várias vezes aos jovens o apelo: “ide contra a corrente”, sem medo.

Porém, os assuntos polêmicos – que separam os sujeitos citados acima – foram tratados como tabu. Já observava o respeitado vaticanista Sandro Magister: “O êxito midiático do qual goza [Francisco] tem um motivo e um custo: seu silêncio sobre as questões políticas cruciais do aborto, eutanásia e casamento homossexual”.

Como muito pertinentemente observado por Fratres in Unum, “às vésperas da legalização prática do aborto no Brasil, poucas referências a este crime abominável, que brada ao Céu e clama a Deus por vingança, foram feitas durante a JMJ: da boca do Santo Padre saiu o pedido de proteção à ‘vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido’. E até agora foi só. Nenhuma outra palavra mais contundente que poderia mudar o triste cenário em nosso país”. 

A esperança de um pronunciamento de última hora foi vã.

Contudo, a postura contemporizadora de Francisco já era conhecida na Argentina. Quando da polêmica envolvendo a legislação sobre o casamento gay em nosso país vizinho, o então Cardeal Bergoglio liderava a ala “não polemizadora” da Conferência Episcopal. À época, fora vencido por Dom Hector Aguer, arcebispo de La Plata e seu desafeto, que estava à frente da corrente que pretendia defender abertamente os direitos de Deus e o bem dos homens.

Trata-se, em última análise, de uma extensão da atitude proposta por João XXIII no discurso de abertura do Concílio Vaticano II: “A Igreja sempre se opôs a estes erros; muitas vezes até os condenou com a maior severidade. Agora, porém, a esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia do que o da severidade. Julga satisfazer melhor às necessidades de hoje mostrando a validez da sua doutrina do que renovando condenações”.

Bem… os resultados desse modus operandi falam por si. Não à toa, a mente dos católicos tem mudado consideravelmente nas últimas décadas. A adesão aos valores cristãos e sua defesa há tempos já não é a mesma. A passividade dos fiéis e das autoridades, eclesiásticas e civis, chega ao ponto de meia-dúzia de revoltados quebrarem imagens de santos confortavelmente, diante de uma multidão (e da polícia) que assiste tudo passivamente. Desgraçadamente, mostra-se longínqua para nós a hipótese de vermos a Arquidiocese do Rio ou a CNBB solicitando ao Ministério Público que tome as devidas providências para punir os delinquentes.

Todavia, os parceiros de organização da viagem pontifícia e do espetáculo da Jornada não dormem nem se silenciam: enquanto o governo federal caminha a passos largos para implantar na prática o aborto no Brasil, em particular com o famigerado e nefasto PLC 3/2013, a Rede Globo fala abertamente sobre o aborto em uma de suas novelas atualmente no ar.

30 de Julho - Santo Abdão e Santo Sénen, Mártires




O imperador Décio(200-251), inimigo dos cristãos, tinha derrotado o rei da Pérsia e tornar-se mestre de vários países sobre os quais ele reinou. Ele já tinha condenado à tortura e morte cinco membros de seu clero. São Abdão e Santo Sénnen, ilustres dignitários persas do século III a quem o rei da Pérsia tinha muito honrado, eram secretamente Cristãos, mas foram eles que tinham tomado o corpo do bispo mártir, que havia sido fundido com desprezo antes de um templo de Saturno, para enterrá-lo em noite, com honra. 

Agora caídos sob a dominação de Roma, foram pegos para testemunhar a crueldade do imperador para com os cristãos. Com tal situação acreditava serem seus deveres dar a conhecer o seu amor por Jesus Cristo, portanto, sem medo de seu novo soberano, comprometeram-se por todos os meios possíveis para difundir e fortalecer a fé, para encorajar os confessores e enterrar o mártires.

Décio, ficou extremamente irritado pois sua lição em mostrar sua crueldade não diminui assim suas dedicações como cristão. Então ele chamou os dois irmãos a comparecer perante o seu tribunal para tentá-los conquistá-los para oferecer sacrifico aos deuses, apelando à sua recente vitória como um sinal de seu favor. Os Santos responderam, no entanto, que esta vitória não estava em tudo uma prova de tal poder, pois o único Deus verdadeiro, Criador do céu e Terra com Seu Filho, Jesus Cristo, dá a vitória para uns e derrota para outros, por razões ocultas de seus desígnios e da sua providência. Eles disseram que nunca poderia adorar qualquer ídolo, mas Ele, e Décio aprisionaram os dois irmãos. 

Logo depois, quando soube da morte do vice-rei que ele havia deixado para governar em sue lugar em Roma, ele voltou a Roma e levou seus dois cativos com ele para servir como troféus esplêndidos de sua vitória persa. Com efeito, estes magistrados usavam joias e tecidos ricos em suas cadeias. 

Eles acusados perante o Senado novamente testemunharam para qual era a única Divindade; que é Nosso Senhor Jesus Cristo, dizendo o qual eles só poderiam adorar nenhum outro. Então firmes na presença do Senado continuam a se recusaram, de acordo com a prática de sacrificar aos ídolos. Foram assim condenados à morte e levados no anfiteatro Flaviano,foram açoitados onde ficava o Colosso de Nero e do Templo de Vênus, e depois  serem  devorados por animais selvagens, os dois leões e quatro ursos foram liberado para devorá-los. 

Mas milagrosamente as feras se deitaram a seus pés e tornaram-se seus tutores, e ninguém se atreveu abordagem por um tempo. Finalmente o prefeito enviando gladiadores para matá-los com a espada, que com a permissão de Deus foi feito. Seus corpos depois de decapitados pelos gladiadores  foram jogados na frente da estátua do Sol, onde ficaram três dias sem enterro, até que o diácono Quirino recolheu os santos mártires, escondendo-os em sua casa, onde permaneceram por um longo tempo. 

Depois sob o império de Constantino, o Grande, os túmulos foram descobertos por divina revelação e suas relíquias enterradas no cemitério Ponciano, que mais tarde foi chamada pelos seus nomes. Nós os vemos em um quadro das catacumbas, coroado pelo próprio Nosso Senhor. Seu martírio glorioso ocorreu em no ano 254.

Santo Abdão e Santo Sénen, rogai por nós.


segunda-feira, 29 de julho de 2013

A origem do Concílio Vaticano II é herética? (Parte VIII)



Dizem os Modernistas QUE NÃO É
 Vamos demonstrar porque afirmamos que o
Concílio Vaticano II tem suas origens em bases heréticas.

Origem dos Teologos Modernistas do Concílio Vaticano II

Os “erros da Rússia” infiltram-se dentro da Igreja

OS SACERDOTES da nova igreja do Concílio Vaticano II



Teólogo suíço Hans Küng 
O espírito do Concílio Vaticano II é a bússola de toda a Igreja Católica.



 O Concílio Vaticano II "A Bússola Dourada"

Hans Küng nasceu  em 19 de março de 1928, em Sursee, Suíça. Depois de se formar no ginásio do estado em Lucerna, frequentou o Colégio Alemão e da Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. Ele foi ordenado sacerdote católico romano em 1954 e continuou seus estudos de teologia no Instituto Católico na Sorbonne, em Paris. Em 1960 foi nomeado professor de teologia fundamental na Universidade de Tübingen, na Alemanha. Em 1962, ele foi nomeado pelo Papa João XXIII um teólogo oficial (peritus) no Concílio Vaticano II. Na sequência do Conselho, ele continuou a ensinar em Tübingen.. É professor emérito de teologia ecumênica da Universidade de Tübingen e presidente da Fundação Ética Mundial. 

Suas heresias e escando-los em destaque 
deste falso cristo e falso profeta : 
O Papa e a Igreja podem errar.
'A Igreja está doente porque vive no século XI', diz Hans Küng 
Sacerdócio aos homens casados e às mulheres”
Uso de preservativos
Novo concílio na Igreja Católica(mais herético)


  Por todas estas heresias e escandalos não foi excomungado ferendae sententiae, mais sim foi nomeado perito do Vaticano II por João XXIII;

  Para Hans Küng não há dúvidas: é preciso enfrentar a discussão da causa essencial e estrutural da regra do celibato.” O teólogo suíço afirmou ainda, em artigo para o jornal Le Monde, que a regra do
celibato é a “raiz de todos os males”. 

 O celibato ensinado na Santa Tradição da Igreja é “raiz de todos os males” 

     Raiz de todos os males é o pecado mortar de mudar 
o que a Santa Igreja sempre ensinou, sobre a castidade:

É bela! No Céu tem ela um lugar à parte. As almas virgens, diz o Apocalipse, "seguem o Cordeiro aonde quer que Ele vá!" E São João contempla a legião delas triunfante, cantando um cântico novo que ninguém mais pode aprender.

29 de Julho - Santa Marta, Virgem




Os primeiros a dedicarem uma festa litúrgica a santa Marta foram os frades franciscanos, em 1262, e o dia escolhido foi 29 de julho.

As Escrituras contam que, em seus poucos momentos de descanso ou lazer, Jesus procurava a casa de amigos em Betânia, local muito agradável há apenas três quilômetros de Jerusalém.

Lá moravam Marta, Lázaro e Maria, três irmãos provavelmente filhos de Simão, o leproso. Há poucas, mas importantíssimas, citações de Marta nas Sagradas Escrituras ;trata-se de mais uma importante passagem , pois do evento tira-se um momento em que Jesus chora: "O pranto de Maria provoca o choro de Jesus". E o milagre de reviver Lázaro, já morto e sepultado, solicitado com tamanha simplicidade por Marta, que exemplifica a plena fé na onipotência do Senhor.

Outra passagem é a ceia de Betânia, com a presença de Lázaro ressuscitado, uma prévia da última ceia, pois ali Marta serve a mesa e Maria lava os pés de Jesus, gesto que ele imitaria em seu último encontro coletivo com os doze apóstolos. A tradição nos diz que diante da perseguição dos judeus, Santa Marta, Maria e Lázaro,  foram banidos de Judeia por ocasião da primeira perseguição.

Não podiam os judeus sofrer a presença de Lázaro, porque era um testemunho vivo da divindade daquele a quem tinham dado a morte; não ousando todavia tirar-lhe a vida com receio de que lhe fosse restituído uma segunda vez para vergonha sua, lembraram-se de meter toda aquela família numa barca sem mastros, sem leme e sem velas. Deus levou-os para França.
É de antiga e respeitável tradição, que parece estar autorizada pela igreja, que Santa Marta anunciara a fé de Jesus Cristo em Marselha, Aix, Avinhão e em toda a Provença; e que por toda a parte efetuara muitas conversões.

domingo, 28 de julho de 2013

Exercícios Espirituais para Crianças - A Confissão (Primeira parte)




Fr. Manuel Sancho, 
Exercícios Espirituais para Crianças
1955
PARTE PRIMEIRA
A conversão da vida do pecado à vida da graça
(Vida Purgativa. — 1.ª semana)


A CONFISSÃO (Meio para tirar o pecado)


1. A Confissão: explica-se por uma parábola.— 2. Partes da confissão. — 3. Exame. —4. Dor. — 5. Propósito. — 6. Confissão e satisfação. — 7. Confissão geral.

1. — Havia um mancebo muito mau, tão mau que havia tratado seu pai da maneira mais vil; e isso sendo seu pai um nobre cavalheiro, com seu castelo e seus soldados e seu pessoal de serviço... todo um fidalgo! Esse filho ele só o tinha para seu tormento. E este tanto ofendeu seu pai, tantas injúrias lhe fez, até o ponto de atentar contra a vida do autor de seus dias, que este o encerrou num calabouço do castelo e o pôs a pão e água, a fim de que ele se arrependesse. O calabouço era lôbrego e mal cheiroso. O bendito sol dos céus jamais filtrava até ali os seus raios. Ratos, escorpiões e outros bichos pululavam pelo calabouço, guinchavam, perseguiam-se uns aos outros, e às vezes mordiam o coitado do prisioneiro.

O qual pensou em seu pai, nas injúrias que a este havia feito, em como ele era bom, na abundância da sua mesa, na sua antiga felicidade correndo pelos jardins do castelo.


O jovem suspirou, começou a doer-se do seu feíssimo comportamento, chorou amargamente...

Nisto ouviu passos de alguém que se aproximava para visitá-lo. Era o mordomo de seu pai, o homem que dispunha de todas as riquezas deste para reparti-las entre quem convinha, ou para pô-las a bom resguardo. Era, enfim, quem administrava os vultosos bens do castelo. Não é preciso dizer que ele era amigo muito querido do castelão.

E — Como estás? — perguntou ele, em chegando, ao prisioneiro — Muito mal — respondeu este.

— Que tens?

— Ai! sou muito infeliz!

— Teu pai me manda para te consolar.

— Quero abrir ao sr. o meu coração, e quero que o sr. me sirva de medianeiro para me reconciliar com meu pai, tão ofendido por mim. — E o jovem conta ao mordomo todas as infâmias, todas as injúrias que fez a seu pai, e promete mudar de conduta.

— Pois fica sabendo — responde-lhe o mordomo — que, em nome de teu pai, eu te perdoo, e ele te perdoa comigo. Agora sai daqui e vem gozar a antiga vida que gozavas, e continuar feliz com teu bom pai.
E o moço sai da prisão e lança-se nos bra­ços do seu bom pai, e desde então começa a ter uma conduta exemplar.

Isto que eu vos ontem é o que ocorre no sacramento da penitência. Vamos examiná-lo por partes.

Conselhos sobre vocação (para meninos de 12 a 18 anos) - Parte 15




CONSELHOS SOBRE A VOCAÇÃO

Padre J. Guibert
(Superior do Seminário do Instituto Católico de Paris)
edição de 1937
  

A FORMAÇÃO

74. — Pela separação, ganhais a liberdade da qual usais para voar logo a Deus. Achais Deus, cuja voz vos atraia no Seminário ou na Congregação religiosa onde ides abrigar vossa juventude.

Mas ainda nem tudo acabou. Pelo contrário, estais apenas no início de uma vida nova, na entrada de uma carreira. Trata-se agora de trabalhar à vossa formação para que sejais digno de vossa vocação e adquirais a habi­lidade necessária para desempenhar utilmente todas suas obrigações.


Desde o dia em que vosso diretor espiritual resolveu a questão de vossa vocação, contraístes em consciência a obrigação de formar-vos. Portanto, quer estejais ainda no mundo, quer tenhais entrado em um noviciado, vosso grande negócio agora é o de vossa formação.

A formação do sacerdote e do religioso compreende quatro partes: a vida sobrenatural, o caráter, a habilidade profissional, o zelo apostólico.

A vida sobrenatural.

75. — Começareis por estudar o que é a vida sobrenatural: deveis ter santa avidez de receber esta lição fundamental e para isto gostareis de ouvir as conversas e leituras espirituais, assim como de estudar livros piedosos e ascéticos que tratam deste ponto. No mesmo tempo, ireis bebê-la com abundância e santa avidez na sua própria fonte, que é o coração mesmo de Jesus Cristo, por meio da oração e dos sacramentos.

Não vos admireis de que vossos mestres, logo que entrais em um seminário ou noviciado religioso, tenham pressa em ensinar-vos esta ciência divina. Antes de conhecer as ciências humanas, antes de fazer de vós um professor que ensine aos outros, não é justo que alguém vos diga que vida interior deveis alimentar em vossa alma? Nenhuma vida é sólida e meritória senão a vida sobrenatural que Deus nos comunica.

76. — Eis em poucas palavras o resumo do que aprendereis nesta matéria: Vossa alma é um templo que Deus se reservou e onde habita como em um tabernáculo. — Enquanto não pecardes mortalmente, Deus está presente em vós por Sua graça, e todo o céu está com Ele. — No coração que o pecado suja, a graça foge e deixa lugar ao demônio, que logo entra. — Mas não haveis de expulsar Deus da morada de vosso coração, pois que estais com firme resolução de nunca pecar. — Se Deus habita em vós, não é para ficar inativo, mas para viver.